Polícia Civil deflagra operação e apreende mais de 1.000 carteiras estudantis falsas

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O número pode ser maior, já que, em análise preliminar, constatou-se os nomes de 24.336 supostos alunos, espalhados por todo o Brasil

A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou, em Patos de Minas, a maior operação registrada na região, de combate a falsificação de documentos, com foco especifico em carteiras de estudantes. Foram cumpridos, inicialmente, 3 mandados de busca e apreensão, após representação embasada em levantamentos realizados por Investigadores de Polícia.

Durante a operação denominada Terceiro Grau, 5 pessoas foram levadas para a Delegacia de Polícia, sendo apreendidos diversos materiais de contrafação. Inicialmente, foram contabilizados 1147 casos de adulteração de carteiras de estudantes, sendo apreendidos, ainda, duas impressoras e um computador utilizados para a prática do crime e mais 754 carteiras em branco, que seriam utilizadas para novas falsificações. O Chefe do Posto Integrado de Pericias de Patos de Minas, Reginaldo Cadete, informou que o número pode ser maior, já que, em análise preliminar, constatou-se os nomes de 24.336 supostos alunos, espalhados por todo o Brasil.

O Delegado Regional, Luiz Mauro, ressaltou o empenho da equipe de Policiais Civis, informando que investigações como está serão constantes, já que fomentam toda espécie de crimes, “o número surpreende. Mais ainda, o que assusta é o risco que essas próprias pessoas correm ao fornecer seus dados para estelionatários e falsificadores”.

O Chefe do Departamento, Felipe Colombari, informou que as pessoas que utilizam indevidamente os documentos falsos estão sujeitos a prisão em flagrante delito, sem direito a fiança, e que a relação de fraudadores será encaminhada para a Chefia do Executivo Municipal e para as Universidades/Faculdades e Sindicato de Produtores Rurais de Patos de Minas, como forma de auxiliarem na fiscalização.

“São atitudes como essa que encarecem ingressos de eventos para o lazer e passagens de transporte público. Há sempre alguém que paga a conta e não pode ser a população de bem, que age dentro da legalidade. Esse é mais um mecanismo, que leva a corrupção generalizada e não pode ser tolerado. É importante que tenham a consciência disso: a corrupção aparenta estar generalizada, mas começa em pequenos atos, como o de falsificar uma carteira de estudante”, afirmou o Chefe de Departamento.

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