Irmãos, donos de uma clínica de reabilitação, são acusados de incendiar corpo encontrado na BR-354

0
371

Crime ocorreu em agosto do ano passado

A Polícia Civil apresentou nesta manhã (17), um dos suspeitos de terem incendiado o corpo de Valmiro Mendes de Miranda, 49 anos, que foi encontrado carbonizado no dia 4 de agosto de 2017, em uma estrada vicinal, na BR-354, próximo ao Morro do Peão, em Lagoa Formosa.

Na época, o corpo foi encontrado em alto grau de carbonização, próximo a uma vegetação queimada, faltando braços e pernas, o que dificultou a investigação da PC quanto à identidade da vítima.

A Polícia Civil, através do Dr. Érico Rodovalho, Delegado da Delegacia de Crimes contra Pessoa, chegou à suposta autoria, após a família denunciar o desaparecimento de Valmiro.

De acordo com os familiares, a vítima era dependente alcóolico e esteve internado em uma clínica na cidade de Patrocínio, entre 28 de outubro de 2016 e 29 de julho de 2017, onde Hugo Santos de Almeida, um dos acusados de tê-lo matado, trabalhava. Lá, Hugo fez amizade com Valmiro e conversou com os familiares recomendando a eles que caso ele precisasse novamente de um tratamento eles poderiam atendê-lo em uma clínica que estava sendo montada em Patos de Minas.

Após um mês, a família optou por interná-lo, Hugo e seu irmão Davi César de Almeida foi até a cidade de Uberlândia e buscou Valmiro para tratar na clínica Peniel, em Patos de Minas; segundo informações do Delegado, eles chegaram aceitar um carro como forma de pagamento pelo tratamento, além de pedir senhas dos cartões da vítima.

Valmiro é trazido para clínica no dia 2 de agosto, e desde então os familiares não conseguiram contato com ele, e nem mesmo com nenhum responsável pela clínica. No dia 8 de agosto os dois irmãos perguntam aos familiares se eles gostariam da visita de Valmiro, o que foi aceito, porém, no dia 9, cinco dias depois de Valmiro ter sido encontrado,  eles informam o desaparecimento da vítima, alegando que ele teria fugido quando eles estavam na cidade de Catalão.

Frente à informação, os familiares em conjunto com Hugo registraram um Boletim de Ocorrência e o Dr. Érico Rodovalho supôs que o corpo encontrado no dia 4, carbonizado, poderia se tratar de Valmiro. Desta forma, foi feito uma comparação com o material genético do corpo encontrado com mais cinco familiares, o que constatou a identidade da vítima.

De posse das informações e também por encontrarem duas pegadas diferentes no local do crime, a Polícia Civil apontou como supostos autores do crime, os irmãos Hugo e Davi. Um mandado de prisão temporário de 30 dias foi expedido e Hugo Santos foi preso no último dia 10 em sua casa, no centro de Patos de Minas; Davi continua foragido. Em depoimento, Hugo negou a autoria, o advogado Alexandre Gonçalves, que esteve na apresentação, também negou que seu cliente é o autor.

Eles responderão por homicídio qualificado por motivo torpe e ocultação de cadáver.

Davi

Deixe uma resposta