Servidores públicos realizam passeata contra a reforma da previdência

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Eles se reuniram na Escola Marcolino e depois foram as ruas. 

Vários servidores públicos de diversas classes paralisaram hoje (15), as suas funções trabalhistas em forma de protesto contra a reforma da previdência proposta pelo governo federal.

Nesta manhã, professores, profissionais da educação, agentes penitenciários, funcionários dos Correios se reuniram na Escola Estadual Marcolino de Barros e logo depois saíram nas ruas da cidade com faixas, apitos, carros de som e protestando contra a reforma da previdência. A manifestação foi pacífica e com apoio da Polícia Militar.

Muitas pessoas que passavam no centro da de Patos de Minas apoiaram a movimentação, uma delas até comentou que “é necessário que nós nos movimentemos para que o governo não pense que o povo irá aceitar todas as decisões que eles querem impor”, afirmou a pedestre, que não quis se identificar.

Reforma da Previdência

A medida pretende acabar com a aposentadoria especial do magistério tanto para os novos concursados como para quem tem menos de 45 anos, no caso de professoras, e menos de 50 anos, no caso de professores. Isso significa que quase 70% da categoria dos profissionais do magistério, em efetivo trabalho na docência, deixará de ter direito à aposentadoria especial, sendo 66,48% de professoras (1.164.254) e 82,09% de professores (357.871) que se encontram abaixo da linha de corte.

A reforma traz outros prejuízos como o aumento da idade mínima para aposentadoria, que será de 65 anos para homens e mulheres, além da exigência de 49 anos de contribuição para ambos os sexos a fim de alcançar o teto remuneratório máximo no serviço público e na iniciativa privada, que será de R$ 5.531,31 neste ano.

Autor: André Martins

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