Escolas Estaduais e Municipais de Patos de Minas paralisam as aulas

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Paralização faz parte das reivindicações a não aprovação da reforma previdenciária

Várias escolas da rede pública de ensino de Patos de Minas estarão paralisadas amanhã (15). A paralização faz parte das reivindicações a não aprovação da reforma previdenciária e o cumprimento do piso salarial dos professores. Nem todos comunicaram a adesão ao movimento que acontece em todo o Brasil, liderado pela Conferência Nacional do Trabalhadores em Educação (CNTE).

De acordo com a Confederação, a reforma da previdência, proposta pelo governo, castigará a classe trabalhadora e os mais pobres do país. “Convidamos não só os educadores, mas todos os trabalhadores a se juntarem a nossa causa. Todos sairemos perdendo com a aprovação da Reforma da Previdência proposta por esse governo. Vamos parar o país para conseguirmos a manutenção dos nossos direitos”, afirma o presidente da CNTE, Heleno Araújo Filho.

Em Patos de Minas, professores das escolas municipais e estaduais decidiram aderir à paralisação, seja de forma parcial ou geral.

De acordo com eles, essa paralisação pode se estender por mais dias. “Uma reunião deve ser feita pelos professores a fim de discutir a situação”, conta um deles.

Escolas paralisadas

As seguintes escolas estarão paralisadas nesta quarta-feira (15): E.E Abner Afonso, E.E. Guiomar de Melo, E.E. Professor Zama Maciel, E.E. Paulo Borges, E. E. Cônego Getúlio, Escola “Normal”, E. E. Coronel Osório, E. E. Marcolino de Barros, E. E. Abílio Caixeta e E. E. Adelaide Maciel. E.M. Norma Borges Beluco, E.E. Maria Inez Rubinger de Queiroz, E.M. José Paulo de Amorim, E.M. Prefeito Jacques Correa da Costa, E.M. Frei Leopoldo, E.M. Professora Marluce Martins de Oliveira Scher e E.M. Professor Aristides Memória “Caic”.

Professores de outras escolas devem aderir à paralisação, só que até o fechamento desta reportagem ainda não se posicionaram a respeito do movimento.

De acordo com a direção das escolas que participam da paralisação, todos os alunos estão sendo informados sobre os turnos que estarão paralisados nas redes de ensino.

Reforma da Previdência

A medida pretende acabar com a aposentadoria especial do magistério tanto para os novos concursados como para quem tem menos de 45 anos, no caso de professoras, e menos de 50 anos, no caso de professores. Isso significa que quase 70% da categoria dos profissionais do magistério, em efetivo trabalho na docência, deixará de ter direito à aposentadoria especial, sendo 66,48% de professoras (1.164.254) e 82,09% de professores (357.871) que se encontram abaixo da linha de corte.

A reforma traz outros prejuízos como o aumento da idade mínima para aposentadoria, que será de 65 anos para homens e mulheres, além da exigência de 49 anos de contribuição para ambos os sexos a fim de alcançar o teto remuneratório máximo no serviço público e na iniciativa privada, que será de R$ 5.531,31 neste ano.

Autor: André Martins

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