Municípios em alerta para a febre amarela; MG registra 14 mortes

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Vinte e três casos suspeitos de febre amarela deixaram em alerta Municípios mineiros. O Estado já registou 14 mortes. O governo estadual, com o apoio do Ministério da Saúde, vai investigar os casos. Segundo informações da Secretaria de Saúde, as vítimas são todas do sexo masculino e residiam em área rural.
As principais regiões afetadas são os vales do Rio Doce e Mucuri. Ao todo, 14 Municípios mineiros já estão em alerta para a febre amarela: Caratinga, Imbé de Minas, Inhapim, Piedade de Caratinga, São Domingos das Dores, Entre Folhas, Ipanema, Frei Gaspar, Itambacuri, Poté, Ladainha, Malacacheta, São Sebastião do Anta e São Sebastião do Maranhão.
 

Vacinação

É fundamental estar em dia com o calendário de vacinação. A vacina contra a febre amarela consta do Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e é considerada altamente eficaz e segura para o uso, a partir dos nove meses de idade, em residentes e viajantes a áreas endêmicas ou, a partir de seis meses de idade, em situações de surto da doença.
As pessoas que residem ou pretendem viajar a regiões silvestres, rurais ou de mata devem se imunizar contra a Febre Amarela, orienta o Ministério da Saúde. A doença possui o maior número de casos entre dezembro e maio, podendo ser transmitida em grande parte do País. A vacina está disponível em toda a rede pública de saúde.
O programa de imunização prevê a manutenção de duas doses da vacina, sendo uma aos noves meses de idade, com reforço aos quatro anos. Para pessoas de 2 a 59 anos, a recomendação é também de duas doses. Apesar da eficácia da vacina, é recomendado que pacientes com imunodeficiência passem por avaliação médica individual de risco-benefício.
Além disso, o Ministério da Saúde orienta que pessoas com histórico de reação a substâncias presentes na vacina – ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos que contêm proteína animal bovina –, assim como pacientes com história pregressa de doenças do timo, devem buscar orientação de um profissional de saúde.
Recomenda-se, ainda, às pessoas que planejam turismo rural, pescaria, visitação de reservas naturais, parques ecológicos, cachoeiras, rios, florestas, parques urbanos, bem como aqueles que praticam atividades laborais relacionadas ao extrativismo, à fauna e à flora em ambientes rurais e silvestres, que adotem outras medidas de prevenção, tais como: utilizar roupas que protejam todo o corpo, usar repelentes e evitar ou reduzir a exposição no horário de maior risco (9h às 16h).
Doença

Entre os sintomas iniciais da doença estão: febre, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas e no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20-50% das pessoas que desenvolvem doença grave, podendo vir a óbito.
As pessoas que estiverem com alguns destes sinais devem procurar um médico na unidade de saúde mais próxima e informar sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas. Essa orientação é importante, principalmente, àqueles que realizaram atividades em áreas rurais, silvestres ou de mata como pescaria, acampamentos, passeios ecológicos, visitação em rios, cachoeiras ou mesmo durante atividade de trabalho em ambientes silvestres.

Fonte: Amapar

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